André Caccia Bava rodou o mundo e dividiu o palco com alguns dos maiores artistas brasileiros antes de lançar seu primeiro disco solo, “Ventobom”.
Articulando palavras e poesia dentro da musicalidade, André assina e produz as 11 faixas do seu disco de estréia. Moderno porque conta com alguns dos melhores músicos da cena paulistana, berço do compositor; profundo porque revela suas influências: Noel Rosa, Chico Buarque, Fela Kuti, Gilberto Gil. Um artista com “controle sobre a matéria musical”, um disco capaz de mostrar “unidade dentro da diversidade”.
Selecionado ao 10th Grammy Latino em duas categorias, melhor disco de MPB e artista revelação, “VENTOBOM” é tudo isso – um trabalho que dá a volta ao mundo para fincar os dois pés no Brasil.
Foto: Divulgação

BIO
André Caccia Bava nasceu em 1976, em São Paulo, capital e descobriu seu amor pela música desde cedo. Seguiu a trajetória dos festivais, bares e bandas da cena paulistana até se profissionalizar.
Formou-se no colégio Santa Cruz, na faculdade de Comunicações e foi para Los Angeles especializar-se em engenharia de som, no Musician Intitute. Trabalhava no Wild Tracks Studio quando foi convidado para compor e gravar a música “Batendo no Peito”, no filme “One Last Dance” (A Última Dança), estrelado por Patrick Swayze.
Sua guitarra já acompanhou grandes nomes como Elza Soares, Banda Black Rio, Guru Jazzmatazz, Mauricio Manieri, Sandy&Junior. Atualmente, André está na turnê “Elétrico”, com Lobão.
Lançado em fevereiro de 2009, o disco “Ventobom” traz a maturidade do músico/produtor e o frescor do artista/compositor em seu primeiro vôo solo.
GUIA DA FOLHA – 27/02/09
"O samba não é apenas um estilo, mas um gigantesco portal que tem sob suas asas discretas genealogias. Dentro delas, há uma linhagem de compositores cuja habilidade maior é brincar com o ritmo das sílabas e com a complexidade sutil com que essas síncopes vocais se contrapõem ao violão e aos outros instrumentos. André Caccia Bava detém essa técnica e demonstra prazer em brincar com ela, como já fizeram Geraldo Pereira, Caco Velho, Germano Mathias e Djavan. A cumplicidade orgânica da execução do violão como origem do processo composicional fica evidente no trabalho desse jovem cronista que, em seu álbum de estréia, demonstra tranquila maturidade e controle sobre a matéria musical." Guga Stroeter, Guia da Folha, 27/02/09
VENTOBOM - Faixa a faixa:
Em seu primeiro trabalho solo, “VentoBom”, André abre o disco com “Samba Torto”. Flauta e percussão abrem caminho para o universo da composição, e a credencial na letra: “(...)Esse samba torto/ Esse desencontro/ Que me rasga o peito/ Me devolve ao mar”.
Em “Voz do Morro”, une modernidade e samba de raiz e fala de suas influências: “Bato continência para Nelson Sargento/ Sou do pelotão dos Originais do Samba”. Pula para a faixa seguinte, “Pente Fino” – música que dá para imaginar sendo composta em caixinha de fósforo.
O clarinete dá o tom em “Vizinha de Frente”. Ponto forte da canção é o texto delicioso da letra, que escancara a influência de Chico Buarque, focando um “clássico voyeur”.
O trabalho dá uma reviravolta em “Intocáveis”, um afro-beat brasileiro com cítara e violão de nylon.
O samba continua num tom africano em “Céu Inteiro” e André descolore o disco em tons de preto-e-branco numa mistura de maxixe e marchinha da década de 30, em “Santo Antônio”.
“VentoBom” é tropicalista, internacional e latino em “Tá Querendo” e mais uma vez André comprova sua diversidade musical dentro da unidade da composição.
“Um” tem cheiro e gosto de Jamaica. A Jamaica de Bob Marley, reggae apetitoso, com discurso.
“Temporal” traz de volta o trabalho para a Bossa Nova, enquanto “Sem Tempero Não Dá” fecha o disco soprando uma brisa de Nordeste, de trópico, num afoxé bem humorado.
“VentoBom” é tudo isso – um trabalho que dá a volta ao mundo para fincar os dois pés no Brasil.
www.myspace.com/andrecacciabava
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