Outra visão

 

 

LABACE 2008

 

Latin America Business Aviation Conference & Exhibition

 

 

AGOSTO/2008

 

Show das aeronaves executivas

 

Labace 2008 confirma o crescimento do mercado de aviões e helicópteros no Brasil

 

Texto e Fotos: Paulo Cunha/Outra Visão

 

Contando com a participação de mais de 100 empresas de 18 países, 12 mil participantes e 49 aeronaves na exposição estática que juntas somam US$ 600 milhões de dólares, aconteceu de 14 a 16 agostos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a quinta edição da Labace - Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (www.labace.com.br) . Os principais fabricantes de aviões e helicópteros executivos fecharam durante os três dias da feira, negócios estimados em mais de US$ 340 milhões, número que apresenta um crescimento de 170% em relação a 2007.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

 Evento voltado para empresários, executivos de grandes empresas, companhias de táxi aéreo, prestadores de serviços, pilotos, engenheiros e técnicos da indústria aeronáutica, a principal feira da aviação empresarial da América Latina confirmou o bom momento que atravessa o setor. Com o aquecimento da economia, que permite a importação de aeronaves a preços competitivos e a criação de novos pólos econômicos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a frota brasileira de aeronaves executivas vem crescendo gradualmente e hoje já existem 1.650 aeronaves.

 

Muitas novidades, lançamentos e negócios foram fechados e apresentados durante os três dias de feira, que neste ano teve uma área espacial para os helicópteros.  Organizada pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), pelo segundo ano consecutivo a feira aconteceu no pátio de hangares da Vasp, no aeroporto de Congonhas. Embora o espaço para a exposição estática das aeronaves tenha chegado quase ao seu limite, já que neste ano o pátio estava praticamente lotado com novíssimos jatos e helicópteros, não há dúvidas de que a localização estratégica do aeroporto de Congonhas é o ponto ideal para a realização deste grande evento. Além da feira e exposições das aeronaves, também foram realizadas durante a Labace palestras sobre diversos temas técnicos ligados à atividade aérea, além de curso de treinamento.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

Aviões dos sonhos

 

A possibilidade de poder entrar e conhecer por dentro um novíssimo jato executivo, sentar no cockpit de um jato de US$ 30 milhões de dólares, conversar com o comandante da aeronave, conhecer a cabine de passageiro com todo seu conforto e tecnologia, fazem desta feira de negócios um evento diferenciado. O número de projetos e novas aeronaves que chegam ao mercado confirmam a expansão do setor e muitas novidades foram apresentadas durante a Labace 2008.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

A Embraer, por exemplo, levou a feira seu novíssimo jato Phenom 100 e Phenom 300, além do já famoso e campeão de vendas na sua categoria, o Legacy 600, versão executiva do ERJ-145 para até 13 passageiros. Entre as novidades anunciadas pela Embraer na feira uma dela foi da primeira entrega do Lineage 1000, modelo baseado na plataforma do jato Embraer-190, configurada em versão executiva para até 19 passageiros. Outro anuncio importante da empresa foi com relação ao lançamento das versões 450 e 500 do Legacy, que deverão entrar em operação já em 2012.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

Entre tantos jatos, helicópteros e turboélices expostos para o público, sem dúvida o grande jatos executivos da categoria “cabine larga”, com capacidade para até 19 passageiros e autonomia para fazer vôos longos, como São Paulo-Moscou, por exemplo, foram as grandes vedetes do evento. Os destaques dos jatos cabine larga expostos são o Bombardier Global 5000, o Dassautl Falcon 2000LX e 900EX e os Gulfstream G550 e G450, aeronaves cujos valores variam entre US$ 40 a 60 milhões de dólares, cada, conforme a configuração interna. Já na área de jatos de pequeno e médio porte, aeronaves com capacidade de 6 a 12 passageiros, os destaques foram o Premier II, Citation Mustang, o LearJet 85, os Gulfstream G-150 e G-200, o novíssimo Hawker 750 e o Hawker 4000.

 

Completando a lista de destaque expostos na Labace estão os helicópteros, turboélices e monomotores, cujo mercado historicamente sempre foi muito forte no Brasil e atualmente está passando por um importante processo de atualização de frota. Entre os turboélices expostos estavam o King Air, apresentado na feira em 3 diferentes versões, o Pilatus PC-12NG, o Cessna Grand Caravan. Entre os monomotores, destaque para o Mooney, o clássico Bonanza da Beechcraft em versão modernizada, o novo Piper Matrix e, o já consagrado Cirrus. 

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

No espaço destinado aos helicópteros também foram apresentados novos equipamentos, com destaque para JetRanger 407 e os silenciosos EC-130 e EC-135, da Eurocopter Helibras. O mercado de asas rotativas no Brasil, cuja frota atinge 1.125 helicópteros, tem em São Paulo um dos principais mercados consumidores no mundo, já que a capital paulista é a segunda cidade no mundo com a maior concentração deste tipo de equipamento, com 400 equipamentos em operação. A primeira na lista é Nova Iorque. De acordo com a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros (Abraphe), só no estado de São Paulo existem atualmente 310 helipontos homologados e, entre esses, hás 260 helipontos só na região da Grande São Paulo. 

 

 

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Descentralização do desenvolvimento econômico

 favorece crescimento da aviação executiva

 

Frota de 1.500 aeronaves (aviões e helicópteros) executivas do País deve crescer nos próximos anos,

afirma ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral)

 

Veja também o Vídeo Fotos da LABACE 2007 - Clique Aqui

 

O crescimento continuado do País; a conquista do grau de investimento; o real valorizado, que permite a importação de aeronaves a preços competitivos; o barateamento dos equipamentos de aviação e, sobretudo, o surgimento de novos pólos econômicos – principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, estão impulsionando o mercado de aviação empresarial. Essa tendência deverá transformar, na maior de todas, a quinta edição da Labace – Latin America Business Aviation Conference & Exhibition (www.labace.com.br), evento voltado ao setor, que acontece de 14 a 16 de agosto, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

 

“A Labace é há anos a principal feira da aviação empresarial na América Latina. Porém, este ano, como reflexo dos resultados positivos da economia e do continuado processo de descentralização do desenvolvimento econômico, devemos ter um número recorde de negócios realizados”, revela Rui Thomaz de Aquino, presidente da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), entidade organizadora do evento. Aquino acredita que a frota de aeronaves (aviões e helicópteros) executivas deve manter o crescimento anual na casa de dois dígitos percentuais. Ano passado, a Labace alcançou US$ 200 milhões em negócios, o maior valor já atingido em todas as suas edições. A expectativa é de que mais de sete mil pessoas visitem a feira, que deverá ter cerca de 80 empresas expositoras, de 18 países.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

 

A Labace já tem como expositores confirmados as empresas Embraer (aviões - Brasil), Helibrás (helicópteros – Brasil), Cirrus, Cessna, Gulfstream (todas fabricantes de aviões - EUA), Bombardier (fabricante de aviões, dentre eles o Learjet – Canadá e EUA), Dassault (aviões – França), Bell Helicopter (helicópteros – EUA), Agusta (helicópteros – Itália), dentre outros fabricantes. Participam também do evento empresas fornecedoras e prestadoras de serviço na área. Haverá uma novidade este ano. Face ao número maior de aeronaves expostas (40), haverá uma área exclusiva dedicada aos helicópteros, que têm no Brasil um mercado bastante promissor. Durante o evento, também serão realizadas palestras sobre diversos temas técnicos ligados à atividade aérea, além de cursos de treinamento.

A Labace é voltada a empresários, executivos de grandes empresas, companhias de táxi aéreo, pilotos, técnicos, indústria aeronáutica e prestadores de serviço na área.

 

Mercado de aviação executiva

 

O mercado de aviação executiva tem como clientes diversos setores econômicos, como mineração, construção pesada, financeiro, alta tecnologia e entretenimento. “Cada segmento desses apresenta um motivo específico para ter uma aeronave como ativo da empresa. A área de mineração e a indústria de construção pesada de hidrelétricas, por exemplo, atuam, em geral, em regiões remotas, onde só uma aeronave própria pode permitir acesso”, explica Rui Aquino.

 

Foto: Paulo Cunha/ Outra Visão

 

  No mercado financeiro, o executivo explica que a necessidade de deslocamento permanente, devido à capilaridade das instituições financeiras, exige um meio mais rápido e ágil de deslocamento, como uma aeronave própria. “O segmento de alta tecnologia é outro que tem usado bastante a aviação executiva. As empresas dessas áreas possuem técnicos altamente especializados e muitas vezes somente eles são capazes de solucionar problemas. Assim, tais profissionais passam a ser requisitados por empresas em todo o País, de maneira urgente, que só podem ser atendidas utilizando a aviação executiva”, oferece outro exemplo Aquino.

 

No que se refere à indústria do entretenimento, o executivo esclarece primeiro que é preciso ver o artista como uma pessoa jurídica. “Cada artista funciona como uma empresa. Ele é a própria empresa. Há diversas pessoas trabalhando com ele. O seu deslocamento para realização de diversos shows, por exemplo, em um único mês, depende essencialmente da aviação executiva. Sem ela, com certeza, não seria possível isso”, explica.

 

A expansão da aviação executiva e seu uso cada vez maior por empresas refletem também a pouca abrangência do transporte aéreo regular no País. “Dos 5.563 municípios brasileiros, apenas 140 são atendidos com vôos comerciais regulares. Porém, dentre todos os municípios do País, 50% possuem algum tipo de pista de pouso. Isso favorece muito a aviação executiva”, expõe Rui Aquino. Nos Estados Unidos, cerca de 500 municípios são atendidos pela aviação comercial. Porém, o executivo acrescenta que, independentemente das condições de ofertas de vôo comercial, a aviação executiva é sempre um complemento do transporte aéreo regular. “Dizemos que a aviação executiva é uma das poucas formas de comprar o tempo, já que permite ao usuário voar em horários mais convenientes, sem depender de vôos com escalas ou conexões, e sem ter que se vincular obrigatoriamente aos horários, muitas vezes escassos, do transporte aéreo comercial”, complementa.

 

 No mundo, são vendidas cinco mil aeronaves executivas por ano. No Brasil, existem no total 1.500: 350 jatos, 650 turboélices e 500 helicópteros a turbina. Na América Latina, o Brasil e o México são os maiores mercados da aviação executiva, seguidos da Venezuela Argentina, Colômbia e Chile. Um jato executivo para três pessoas, um dos mais baratos da aviação executiva, capaz de percorrer dois mil quilômetros, custa em média US$ 1,5 milhão. Entretanto, um jato para 19 pessoas, capaz de percorrer 15 mil quilômetros sem parar (algo como uma viagem de São Paulo a Moscou), custa cerca de US$ 60 milhões.

 

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Evento de aviação geral publicará revista

durante todos os dias do

maior acontecimento da AL do segmento*

 

A quinta edição da Labace – Latin America Business Aviation Conference & Exhibition (www.labace.com.br), evento voltado ao setor de aviação geral (o maior do gênero na América Latina), que acontece de 14 a 16 de agosto, no Aeroporto de Congonhas-São Paulo, contará pela primeira vez com uma revista diária que relatará as principais notícias relacionadas à feira.

 

Intitulada Labace News, a publicação terá conteúdo independente e abrangente, garantindo maior visibilidade às ações promocionais dos expositores, seus lançamentos de produtos e serviços, às inovações do mercado, o volume de negócios gerado e a tudo mais que estiver acontecendo na Labace.

“Todos os grandes eventos aeronáuticos do mundo contam tradicionalmente com revistas e jornais diários durante sua realização. Por isso, implantamos essa idéia este ano na Labace”, explica Rui Thomaz de Aquino, presidente da ABAG – Associação Brasileira de Aviação Geral, organizadora do evento.

 

A primeira edição do Labace News terá 32 páginas em quatro cores; a segunda e a terceira edições deverão contar, em princípio, com 24 e 12 páginas, dependendo da receptividade do público e dos expositores.

 

 “A Labace News será uma oportunidade para ações promocionais específicas dos expositores da feira, além de se constituir numa excelente referência posterior”, lembra Valtécio Alencar, editor-chefe da publicação. “A revista é dirigida principalmente para os profissionais da aviação, que costumam arquivar publicações desse tipo até o evento do ano seguinte, por trazerem dados sobre produtos e serviços vistos na feira e informações para contatos com expositores ou seus representantes” complementa.

 

A tiragem diária da publicação será de 2.500 exemplares. A responsabilidade editorial é da Spring. A expectativa é de que mais de sete mil pessoas visitem a Labace este ano, que deverá ter cerca de 80 empresas expositoras, de 18 países. A feira deve movimentar mais de US$ 200 milhões em negócios.

A aviação geral é composta por todos os segmentos da aviação civil que não estão envolvidos com o transporte regular de passageiros ou carga, notadamente pelos setores de táxi aéreo e da aviação particular.

 

A ABAG é uma organização não governamental cujo principal objetivo é defender os interesses das pessoas e empresas que utilizam aeronaves como forma de apoio aos seus negócios, no que é definido como aviação executiva ou aviação de negócios. É a única associação do gênero em toda a América Latina, sendo ela filiada ao IBAC – International Business Aviation Council, que mantém seu escritório central na sede da Organização de Aviação Civil internacional (OACI), em Montreal, no Canadá, que além da ABAG conta com mais 13 associações nacionais da América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania filiadas.

 

 

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ABAG alerta para deficiências de infra-estrutura para a Copa de 2014

 

Associação Brasileira de Aviação Geral vai discutir o assunto na Labace – Latin American Business Aviation

Conference & Exhibition, maior evento do segmento no País

 

A Copa do Mundo de 2014 tem previsão de receber 500 mil turistas estrangeiros. Todos eles devem se locomover entre 6 e 14 vezes de uma sede da Copa para outra dentro do País e, devido às grandes distâncias entre os estádios, a maioria deles deve usar o transporte aéreo para isso. Como, no Brasil, o movimento atual nos aeroportos gira em torno de quatro milhões de embarques por mês, se forem adicionados nesse número os 5 milhões de embarques previstos para os turistas estrangeiros na época da Copa, e mais os próprios brasileiros que devem peregrinar pelas sedes da competição pelo País afora, esse índice de viajantes de avião deve ser, no mínimo, multiplicado por 3.

 

Como aconteceu em agosto de 2006, quando a ABAG alertara o mercado para a necessidade de construção de um terceiro aeroporto na Região Metropolitana de São Paulo, a ABAG faz um novo alerta:  já se faz necessário buscar soluções urgentes para os gargalos do setor, como os saturados aeroportos de São Paulo e a operação de diversos outros aeroportos no limite de sua capacidade.

 

A ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral) é a entidade organizadora da Labace – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (www.labace.com.br), que acontece de 14 a 16 de agosto, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O evento é o maior da América Latina no segmento da aviação de negócios,  integrado por aviões e helicópteros particulares ou operados por empresas de táxi aéreo.

 

A necessidade de infra-estrutura para a Copa de 2014 será um dos temas tratados nas conferências da Labace, assim como o impacto do aquecimento global nas operações aéreas (as mudanças climáticas estão cada vez mais imprevisíveis, inclusive no Brasil, demandando procedimentos especiais para garantir os mesmos níveis de segurança) e o intenso tráfego aéreo de helicópteros sobre a cidade de São Paulo.

 

 

* Fonte: Assessoria de imprensa: Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação www.viveiros.com.br

 

 

 

 

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